F.A.Q. - Higienização


Existem muitas empresas que, apesar de possuírem CNPJ ativo, trabalham de forma clandestina, pois não possuem as licenças e certificações dos órgãos ambientais, vigilâncias sanitárias e de responsabilidade técnica nos conselhos regionais profissionais. Muitas dessas empresas também se utilizam de mão de obra sem treinamento formal e vínculo trabalhista registrado em carteira, também não fazem o recolhimento de tributos, impostos e encargos legais. O correto é procurar sempre por empresas que atendem a esses requisitos.
Quase 80% das doenças (infecções intestinal e urinária, salmonelose, pneumonia, febre tifoide, etc.) são causadas por contato com água contaminada, via ingestão ou na higiene corporal, e a limpeza e desinfecção periódicas eliminam os vírus e bactérias causadores destas doenças, além disso, durante a limpeza, é possível detectar falhas na conservação e vedação dos reservatórios, ajudando a prevenir desperdícios de água, contaminação pelo solo ou pela presença de animais (insetos, pequenos mamíferos, roedores ou aves).
Resoluções e normas da ANVISA, INEA, Vigilâncias Sanitárias Municipais e da própria CEDAE recomendam que essa limpeza e higienização sejam feitas de 6 em 6 meses ou a qualquer momento em que haja suspeita de que a água possa estar contaminada.
A sujeira que se acumula com o decorrer do tempo nos reservatórios pode ser composta por diversos materiais, como terra, ferrugem e alguns materiais orgânicos e sua presença pode inibir a eficácia bactericida do cloro contido na água, o que pode deixar o reservatório suscetível à contaminação por agentes externos, porém sua ausência não significa que o reservatório esteja efetivamente “limpo”.

Se o reservatório ficar muito tempo sem ser limpo ele ficará sujeito à ação do Biofilme.

O Biolfime é composto por bactérias de vida livre (Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa), que se aderem nas superfícies dos reservatórios, formando colônias que irão crescer ao longo do tempo, dando forma ao Biolfime.

Ao atingir a fase de maturação, quando sua estrutura está completa, há uma intensa troca de nutrientes e, por fim, ocorre a dispersão do Biofilme para a água do reservatório. O Biofilme pode abrigar o grupo de coliformes, tais como: a Legionella e Mycobacterium e, ao mesmo tempo, protege essas bactérias de antibióticos e sanitizantes (como o cloro).

Somente a limpeza com a escovação das superfícies é capaz de eliminar esse Biofilme, permitindo que a desinfecção seja realizada de forma eficiente.
Pode variar de acordo com os volumes dos reservatórios e o consumo diário, em média recomendamos de 4 a 5 dias para cisterna e 1 a 2 dias para caixa d’água, porém trata-se de uma média e, por isso, aconselhamos a verificação diária dos níveis de água para melhor acompanhamento.
Solicitamos o fechamento do abastecimento de água com antecedência para evitar desperdício de água, porém não se deve ficar com os reservatórios completamente vazios, pois podem ocorrer entradas de ar na bomba e/ou tubulações, passagem de sujeiras e detritos pela tubulação, causando entupimentos em tubos de abastecimento, filtros ou aquecedores; além disso é necessário que os reservatórios fiquem com alguma quantidade de água para que seja usada na diluição das impurezas, na lavagem, enxágue das superfícies e na diluição do produto de desinfecção. Um nível um pouco abaixo da metade dos reservatórios já é satisfatório.
A entrada de ar e passagem de sujeiras vai depender das características das tubulações de abastecimento da caixa d’água, tais como: diâmetros e alturas dos tubos por exemplo, mas, em geral, esse problema é causado pela abertura de torneiras ou uso de descargas no momento em que as caixas estão sendo limpas, que é quando os reservatórios são esvaziados e a lama decantada no fundo da caixa pode ser “puxada” para a tubulação de abastecimento quando alguém abre alguma torneira ou faz uso da descarga sanitária. Por isso enviamos aviso para ser fixado em local visível para que os usuários tomem conhecimento das recomendações para evitar esses problemas.
A filtragem da água antes do abastecimento irá eliminar as partículas sólidas contidas na água, porém não elimina nenhum tipo microrganismo (vírus e bactérias) que por ventura estejam presentes na água, além disso o carvão ativado, presente em alguns filtros, elimina precocemente o cloro (auxiliar na manutenção da potabilidade da água) e do flúor (auxiliar na saúde dentária) deixando o reservatório vulnerável à contaminação.
A água fornecida pela CEDAE já vem com cloro dentro dos padrões para manter a potabilidade da água no trajeto da estação de tratamento até o seu armazenamento nos reservatórios dos usuários. As pastilhas de cloro são muito eficientes para fazer com que águas não tratadas ou contaminadas fiquem potáveis; seu uso na desinfecção de reservatórios de armazenamento de água tratada pode elevar o teor de cloro residual para limites acima dos recomendados, já o uso de hipoclorito na sua forma líquida permite sua retirada após o processo de desinfecção, fazendo como que o cloro residual final fique próximo dos limites permitidos.
O serviço não possui uma garantia específica, pois a execução do serviço em si já é garantidora de que os reservatórios estarão prontos para receber novamente água e mantê-la dentro do padrão de potabilidade, desde que não haja infiltração do solo ou passagem de água contaminada para dentro do reservatórios (água de chuva ou esgoto) em razão de entupimentos externos, ausência ou precariedade da cobertura dos reservatórios ou também em razão da água do abastecimento externo já vir fora dos padrões em razão de falha no processo de tratamento ou consertos de adutoras e tubulações de abastecimentos externas.